O Carnaval é o cenário perfeito para o aumento da criminalidade digital e financeira. A combinação de multidões, consumo de álcool e a distração natural da festa facilita a ação de golpistas que, segundo dados da Serasa Experian, chegaram a registrar uma tentativa de fraude a cada 2,4 segundos no último ano. Diferente do furto físico do aparelho ou da carteira, as novas modalidades de crime são silenciosas: muitas vítimas só percebem o prejuízo dias após a folia, ao conferirem extratos bancários repletos de compras indevidas ou transferências via Pix não autorizadas.
Paulo Cesar Costa, especialista em IA, tecnologia e sistemas antifraude, e diretor executivo da PH3A, compartilha algumas dicas para o Correio:
Olho no visor: Confira sempre o valor na maquininha antes de digitar sua senha. Nunca aceite realizar pagamentos se o visor estiver apagado, quebrado ou com baixa visibilidade.
Controle o cartão: Não entregue seu cartão na mão do vendedor. Insira ou aproxime você mesmo o cartão na maquininha e, ao recebê-lo de volta, verifique imediatamente se o nome impresso é realmente o seu, evitando o "golpe da troca".
Conexão segura: Evite redes Wi-Fi públicas com nomes genéricos como “Carnaval_Free”. Utilize apenas sua conexão móvel (4G/5G), que é criptografada e muito mais difícil de interceptar.
Segurança por aproximação: Desative a função de pagamento por aproximação (NFC) do seu cartão ou celular enquanto estiver na multidão. Isso impede que criminosos encostem máquinas de cobrança em seus bolsos ou bolsas.
Cuidado com o USB: Evite carregar o celular em totens desconhecidos. Prefira o uso de carregadores portáteis (power banks), já que entradas USB públicas podem ser usadas para transferir dados e instalar programas maliciosos.
O que fazer em caso de incidentes:
Cartão clonado ou trocado: Bloqueie o cartão imediatamente pelo app, anote as transações suspeitas, conteste os valores com o banco e registre um Boletim de Ocorrência (BO).
Fraude via Pix: Acione o Mecanismo Especial de Devolução (MED) junto ao seu banco o mais rápido possível e guarde todos os comprovantes e prints da transação fraudulenta para o BO.
Celular roubado: Bloqueie o aparelho remotamente (Find My iPhone ou Encontre Meu Dispositivo), solicite o bloqueio do chip com a operadora, troque todas as suas senhas em outro dispositivo seguro e registre a ocorrência policial.
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