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Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
Educação

Energético não melhora o desempenho, mas comida, água e sono ajudam na prova longa

Com mais de 5 milhões de inscritos e cinco horas e meia de prova no primeiro domingo, nutricionista orienta sobre refeições, lanches e hidratação; especialista alerta para os produtos vendidos como "foco"

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Energético não melhora o desempenho, mas comida, água e sono ajudam na prova longa
Foto: Inteligência Artificial (Google Gemini/Nano Banana)
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Com o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) marcado para os dois próximos domingos (8 e 15), refeições conhecidas, água e sono ajudam mais o estudante do que energéticos e cápsulas de cafeína. A orientação é da professora Roseane Leandra da Rosa, coordenadora do curso de Nutrição da UNIASSELVI. Segundo ela, os produtos vendidos como “foco” não melhoram o desempenho e podem atrapalhar a concentração. O exame reúne 5.055.818 inscritos, e o primeiro dia vai das 13h30 às 19h, no horário de Brasília.

“A cafeína pode aumentar o estado de alerta por um tempo, mas isso não significa aprender mais ou ter um desempenho melhor. Em uma situação que já gera nervosismo, efeitos como ansiedade, tremores e palpitações podem dificultar a concentração”.

Para adolescentes, a orientação mais prudente é evitar a cafeína, em especial energéticos, cápsulas e produtos concentrados. Os efeitos variam de pessoa para pessoa, e os limites indicados para adultos não servem de referência nessa faixa etária. “O dia da prova não é o momento de experimentar esses produtos”, ressalta a nutricionista.

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Comida conhecida, do jantar ao lanche

Na véspera e no dia do exame, o melhor caminho é manter a alimentação que o estudante já sabe que lhe faz bem. Não é preciso comprar alimentos especiais nem montar um “cardápio perfeito”. Um jantar com arroz, feijão, ovo ou outra proteína e legumes atende bem, sem exageros.

Como os portões fecham às 13h, a dica é organizar o café da manhã e antecipar o almoço, considerando o tempo de deslocamento. A comida habitual, em quantidade confortável, é uma boa escolha. Também não há motivo para cortar arroz ou massa por medo de sentir sono.

Se a ansiedade tirar o apetite, uma refeição menor e um lanche na mochila podem funcionar melhor do que um prato grande. “A alimentação precisa ajudar o estudante a chegar confortável à prova, sem se tornar outra fonte de tensão”, explica a professora.

Para as horas na sala, valem alimentos práticos e fáceis de comer, sem necessidade de barrinhas ou produtos caros. O cuidado maior é com o calor. Sanduíches com queijo, frango ou ovo e frutas cortadas só devem ir em bolsa térmica com gelo; sem essa conservação, o ideal são opções que dispensem geladeira. “Como referência, alimentos perecíveis não devem ficar sem refrigeração por mais de duas horas, ou uma hora quando a temperatura passa de cerca de 32 °C”, destaca a especialista.

Água sem medo do banheiro

A hidratação começa em casa. Beber água ao longo da manhã e manter pequenos goles durante o exame é mais confortável do que tomar muito de uma vez. A quantidade varia com o calor, o trajeto e cada pessoa, e lanches menos salgados ajudam a evitar sede excessiva.

“O principal é não restringir a hidratação por medo de precisar ir ao banheiro. Essa pausa é uma necessidade do corpo e deve fazer parte do planejamento de uma prova longa”.

Sono vale mais que fórmula mágica

Nenhum alimento consumido na véspera faz o estudante lembrar mais do conteúdo. Ovos, peixes, frutas e castanhas fazem parte de uma dieta nutritiva, mas não funcionam como dose imediata de memória. Um chocolate, por exemplo, pode entrar pelo prazer, sem essa obrigação.

O sono, por sua vez, participa da consolidação da memória e sustenta a atenção. Para adolescentes de 13 a 18 anos, a recomendação é de oito a dez horas por noite. Na última semana, vale definir um horário para encerrar as revisões e manter uma rotina para dormir e acordar.

A coordenadora lembra que uma noite imperfeita não põe tudo a perder. “O estudante não precisa chegar em condições ideais para conseguir fazer uma boa prova. Precisa de cuidado e de confiança na preparação que construiu”, conclui.

Checklist para o dia da prova

  • Véspera: jantar conhecido e sem exageros; documentos, roupa, água e lanche separados.
  • Café da manhã: pão com ovo e uma fruta, ou iogurte com aveia e banana.
  • Almoço: comida habitual, mais cedo e em quantidade confortável.
  • Mochila: fruta higienizada, pão sem recheio perecível, biscoitos simples ou castanhas, se não houver alergia.
  • Água: garrafa à mão e pequenos goles ao longo do exame.
  • Fora da lista: energéticos, cápsulas de cafeína e produtos vendidos como “foco”.
  • Regras: confira as orientações do Inep sobre recipientes e embalagens antes de sair de casa.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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