O ano de 2026 se desenha como um período de intensas movimentações na economia brasileira e necessidade de decisões críticas para o setor empresarial. No contexto de eleições, juros elevados e incertezas geopolíticas, lideranças empresariais e especialistas reunidos no Plano de Voo 2026, evento realizado pela Amcham Interior de São Paulo no último dia 25 de fevereiro, em Campinas, apontaram riscos relevantes e vetores de oportunidade para o país e ambiente de negócios, além de uma visão regional sobre o interior de São Paulo.
A edição Campinas do Plano de Voo 2026, com participação de 400 empresários do nosso interior, teve a abertura com a apresentação da pesquisa exclusiva que ouviu 732 executivos de médias e grandes empresas. Os dados mostram um empresariado cauteloso, mas ainda disposto a investir, principalmente em eficiência operacional, tecnologia e inteligência artificial, além de iniciativas voltadas ao mercado interno, com menor apetite para projetos de longo prazo altamente dependentes de previsibilidade fiscal e regulatória.
Mesmo com olhares cautelosos, quase 90% das companhias pretendem manter ou ampliar investimentos neste ano, mesmo com o ambiente político doméstico liderando a lista de preocupações.
Maria Carolina Tiengo, Gerente Regional na Amcham, destacou que “a pesquisa avaliou cenários para este ano, com a participação de 732 lideranças, que juntas mantém 389 mil empregos, um universo baste significativo e qualificado do cenário brasileiro”.
Adriana Flosi (PSD), Secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Prefeitura de Campinas. Lembrou que Campinas está inserida em um importante hub econômico e destacou a parceria com as entidades e instituições para atrair novos investimentos para a cidade.
O debate do Plano de Voo em Campinas contou com participações de CEOS de grandes companhias, que abordaram cenários em seus segmentos de negócios, e indicou que o ambiente político doméstico segue como o principal vetor de volatilidade para as decisões empresariais.
Juros elevados, perspectivas de desaceleração econômica e preocupações com segurança jurídica também aparecem de forma recorrente, tanto nas falas dos especialistas quanto na percepção captada pelo levantamento. Ainda assim, o conjunto das discussões aponta para um otimismo cauteloso. As empresas demonstram disposição para crescer, desde que apoiadas em ganhos de eficiência operacional, fortalecimento do mercado interno e uso mais estratégico da tecnologia.
Dessa forma, o empresariado sinaliza uma postura de adaptação ativa, com decisões orientadas por produtividade, foco no longo prazo e maior disciplina na alocação de recursos.
Os convidados para o debate do Plano de Voo 2026 mostram que o ambiente de 2026 será exigente, mas não paralisante. O Brasil enfrenta desafios fiscais relevantes, mas mantém ativos econômicos e estratégicos que o diferenciam em um cenário global mais instável.
Para empresas, o foco estará menos em previsões de curto prazo e mais na capacidade de tomar decisões consistentes sobre eficiência, pessoas, tecnologia e posicionamento estratégico. Em um contexto de juros altos, eleições e incertezas externas, navegar bem exige leitura de cenário, disciplina e visão de longo prazo.
Os dados completos da Pesquisa Plano de Voo 2026 podem ser acessado pelo site https://liga.amcham.com.br/
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