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Sábado, 17 de Outubro 2026
Economia & Mercado

Mercado imobiliário inicia 2026 com novas regras de financiamento e dilema da classe média

Ampliação do crédito habitacional reacende interesse do comprador, mas cenário econômico e político ainda influencia decisões de longo prazo

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Mercado imobiliário inicia 2026 com novas regras de financiamento e dilema da classe média
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O mercado imobiliário brasileiro começou 2026 diante de uma reconfiguração relevante nas regras de financiamento habitacional, com mudanças que buscam ampliar o acesso ao crédito, especialmente para a classe média. Medidas como a liberação de parte do compulsório da poupança, a elevação do teto do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) para R$ 2,25 milhões e a criação da faixa 4 do programa Minha Casa, Minha Vida sinalizam um esforço para resgatar um público que vinha enfrentando restrições severas de crédito nos últimos anos.

Na prática, os primeiros reflexos já começam a aparecer. Bancos privados passaram a responder, ainda que de forma gradual, com reduções nas taxas de financiamento imobiliário, indicando que o novo arcabouço de captação de recursos começa a produzir efeitos no setor.

Apesar do avanço regulatório, o cenário ainda carrega incertezas que não cabem nas planilhas. A taxa Selic dá sinais de ter atingido seu teto, e a tendência natural dos ciclos de política monetária é de flexibilização, especialmente em um contexto pré-eleitoral. Esse mesmo calendário político, no entanto, pode levar parte dos compradores a adiar decisões importantes.

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A expectativa para 2027 é de um ambiente mais previsível, tanto do ponto de vista institucional, com a definição do próximo governo, quanto econômico, com a possibilidade de uma queda mais consistente dos juros. Diante disso, muitos consumidores avaliam se vale a pena antecipar a compra do imóvel em 2026 ou aguardar um cenário considerado mais seguro antes de assumir um compromisso financeiro de longo prazo.

“O comprador de classe média é, historicamente, um consumidor cauteloso, que planeja, compara e espera. O momento atual oferece mais crédito, mas ainda exige confiança no horizonte econômico”, analisa o especialista em mercado imobiliário Daniel Claudino. Para o setor imobiliário, o desafio será justamente converter as novas condições de financiamento em decisões concretas de compra.

Enquanto isso, 2026 se apresenta como um ano de transição, no qual oportunidade e prudência caminham lado a lado no radar da classe média brasileira.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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