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Sábado, 31 de Janeiro 2026

Saúde

Por que mães começam o ano exaustas e o que fazer para aliviar a sobrecarga

Simbolismo do "novo começo" pode aumentar a pressão sobre mulheres que já chegam exaustas ao início do ano

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Por que mães começam o ano exaustas e o que fazer para aliviar a sobrecarga
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O Janeiro Branco reforça debates sobre saúde mental, mas, para muitas mães, o simbolismo do “novo começo” se soma ao cansaço acumulado do fim do ano. A psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, do Instituto MaterOnline, explica por que tantas mulheres chegam a janeiro emocionalmente esgotadas e como reduzir a sobrecarga.

O mês dedicado ao cuidado emocional costuma mobilizar expectativas de recomeço, como reorganizar a rotina, estabelecer novas metas, resolver pendências acumuladas e “começar o ano do jeito certo”. Para mães de bebês pequenos, especialmente as que terminaram dezembro exaustas pela quebra de rotina, sobrecarga doméstica, festas cheias e demandas intensas da maternidade real, esse cenário pode funcionar como um amplificador de pressão.

Segundo Rafaela, o impacto não é uniforme. Ele varia conforme a personalidade, o histórico de cada mulher e o grau de apoio disponível.

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“Mães são pessoas diferentes, com histórias e temperamentos distintos. Algumas conseguem transformar janeiro em ação concreta, outras ficam presas apenas ao planejamento, e há quem nem consiga pensar em metas porque está esgotada”, explica.

Por que mães chegam mais sobrecarregadas em janeiro

Rafaela aponta três fatores que se combinam no início do ano:

  1. Cansaço acumulado do fim de ano

Festas cheias, circulação intensa de familiares, mudanças bruscas de rotina e sobrecarga doméstica aumentam o desgaste físico e emocional.

  1. Pressão do “novo começo”

A cultura do recomeço cria um senso de obrigação de resolver tudo de uma vez, da busca por babá e escola à reorganização de trabalho e renda.

  1. Expectativas sociais e comparação

As redes sociais reforçam discursos de alta performance, planejamentos meticulosos e rotinas “perfeitas”, incompatíveis com a realidade de mães de bebês pequenos.

“É comum a mulher acreditar que precisa dar conta de tudo já na primeira semana do ano. Quando isso não acontece, surge frustração. Janeiro amplifica tanto a expectativa quanto o contraste com a vida real”, diz a psicóloga.

Existe maior reatividade emocional materna em janeiro?

Rafaela explica que não há evidências científicas de que mães apresentem maior reatividade emocional especificamente no início do ano.

O que existe é o contexto:

  • O desgaste emocional acumulado em dezembro;
  • A pressão simbólica do recomeço;
  • A comparação exacerbada por redes sociais.

Ou seja, a psicóloga explica que o cenário gera sobrecarga, não o calendário em si.

Sinais de que a carga emocional ultrapassou o limite

Segundo a psicóloga perinatal, algumas sinais indicam que o início do ano está pesando além do razoável:

  • Aumento de ansiedade;
  • Irritabilidade persistente;
  • Dificuldade para dormir mesmo quando o bebê dorme;
  • Sensação de estar “sempre alerta”;
  • Choro frequente;
  • Dificuldade de planejar ou executar tarefas simples;
  • Sensação de inadequação ou fracasso.

Três práticas que ajudam a reduzir a sobrecarga emocional

Para Rafaela, o foco deve ser em ações simples e viáveis, não em metas grandiosas.

  1. Movimento corporal

Atividades leves regulam emoções e reduzem o estresse. Não é sobre performance, é sobre retomada gradual.

  1. Rotina alimentar mais estável

Depois de semanas desreguladas, refeições equilibradas ajudam na regulação física e emocional.

  1. Terapia pessoal

Para mães de bebês pequenos, iniciar acompanhamento psicológico no início do ano pode reduzir as sobrecargas acumuladas.

“No Janeiro Branco falamos muito sobre saúde mental. Para as mães, a terapia é uma ferramenta de proteção. O simbolismo do novo ciclo não deve virar um peso. O mais importante é reconhecer limites, ajustar expectativas e construir o ano possível, não o ano idealizado”, afirma a psicóloga.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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