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Sábado, 31 de Janeiro 2026

Turismo

Rio lota no Carnaval, mas nem sempre o melhor preço está nos sites de busca

Cidade concentrou quase 1,8 milhão de visitantes internacionais em 2025 e segue no radar global; especialista aponta que ainda há passagens acessíveis e alerta para mitos sobre sites de busca

Correio Regional São Paulo
Por Correio Regional São Paulo
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Rio lota no Carnaval, mas nem sempre o melhor preço está nos sites de busca
Foto: Pexels
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O Rio de Janeiro voltou ao centro das atenções do turismo nacional e internacional e aparece como o destino mais buscado para o Carnaval. Dados recentes indicam que a capital fluminense recebeu cerca de 1,8 milhão de turistas estrangeiros em 2025, consolidando-se como um dos principais pólos de entrada de visitantes no Brasil e reforçando sua imagem como destino cultural, festivo e urbano de alcance global.

A procura intensa se reflete diretamente no período do Carnaval, quando a cidade combina eventos de rua, desfiles oficiais, programação cultural extensa e visibilidade internacional. O movimento acompanha uma tendência já observada ao longo do último ano, com crescimento contínuo das buscas por viagens ao Rio em plataformas internacionais e nacionais.

Para a consultora de turismo Santuza Macedo, o protagonismo do Rio não é pontual. “O Rio voltou a ocupar um lugar simbólico no imaginário do turista. A cidade reúne festa, paisagem, cultura e uma identidade que poucas capitais do mundo conseguem oferecer de forma integrada”, avalia.

Ainda há passagens acessíveis, apesar da alta demanda

Mesmo com o aumento da procura, Santuza afirma que ainda é possível encontrar preços acessíveis de passagens aéreas, especialmente para quem sabe onde e como buscar. Segundo ela, a percepção de que o Carnaval inviabiliza qualquer economia nem sempre corresponde à realidade.

“Existem tarifas disponíveis fora do óbvio, principalmente em horários alternativos, aeroportos secundários ou combinações de trechos. O problema é que muita gente se limita a uma única ferramenta de busca e acredita que aquilo representa o menor preço possível”, explica.

Sites de busca nem sempre entregam a melhor tarifa

Um dos pontos destacados pela especialista é a crença de que sites de busca e comparação sempre oferecem as melhores opções, o que, segundo ela, nem sempre ocorre. “Essas plataformas trabalham com algoritmos e acordos comerciais específicos. Muitas tarifas promocionais, bloqueios de assentos e condições diferenciadas não aparecem ali”, afirma.

De acordo com Santuza, agências e consultorias especializadas ainda conseguem acessar:

- Tarifas negociadas diretamente com companhias aéreas;

- Condições específicas para períodos de alta demanda;

- Alternativas de roteamento que reduzem o custo final da viagem.

A experiência do gerente de banco Everton Lemos, de Uberlândia (MG), ilustra essa diferença na prática. Ao pesquisar passagens aéreas para o Rio de Janeiro durante o período do Carnaval nos principais sites de busca, ele encontrou valores que variavam entre R$ 2.600 e R$ 2.800 para o trecho de ida e volta. Desconfiado dos preços elevados, decidiu consultar uma agência de turismo. Para as mesmas datas e horários semelhantes, o custo final caiu em mais de R$ 1.500. “Eu acreditava que estava vendo o menor preço possível. Quando comparei com a agência, percebi que existiam alternativas que simplesmente não apareciam nos sites”, relata.

O turista que pesquisa sozinho vê uma fotografia do mercado. Quem trabalha com o setor diariamente enxerga o filme inteiro”, resume.

Carnaval amplia impacto econômico e pressiona infraestrutura

A liderança do Rio nas buscas também traz desafios. A alta concentração de visitantes pressiona a rede hoteleira, o transporte urbano e os serviços turísticos, especialmente nos dias oficiais do Carnaval. A expectativa do setor é de ocupação elevada, com reflexos diretos na economia local, geração de empregos temporários e aumento do consumo em bares, restaurantes e eventos.

Para Santuza, o cenário reforça a importância do planejamento. “O Carnaval no Rio continua sendo uma experiência única, mas exige organização. Quem deixa tudo para a última hora paga mais e enfrenta mais dificuldades. Planejar não tira a espontaneidade da viagem, apenas evita frustrações”, conclui.

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FONTE/CRÉDITOS: Por Redação
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